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Leia nesta sessão sobre cultura, novidades, acontecimentos, curiosidades, mitologia, alimentação vegetariana, saúde, educação, documentários, pesquisas, enfim diversos assuntos que permeiam o ambiente de relacionamentos entre o yôga, seus praticantes, instrutores e Mestres.

 
Respiração e Yôga PDF Imprimir E-mail

Por Instrutor Ricardo Souza

Pense bem: é melhor prevenir.

Respirar bem, ou respirar corretamente nem sempre são preocupações de quem vive e nunca teve problemas com o ato respiratório, infelizmente muitas pessoas somente se dedicarão a percerber sua qualidade respiratória quando a mesma estiver prejudicada. Pode ser uma alergia, asma, sobrepeso, um vazamento de algum gás irritante ou com odor forte que provoque uma dificuldade extrema em respirar, e a partir daí o indivíduo passa a notar que não respira muita bem. Conversando nos últimos anos com alguns médicos, podemos constatar que a maioria das pessoas possui uma respiração muito curta, muitas vezes não aproveitando bem a capacidade de seus pulmões, ou seja, mesmo os indivíduos que nunca foram acometidos por problemas de saúde respiratória costumam não respirar adequadamente. Despertar a atenção para a respiração a fim de melhorá-la ainda mais pode ser uma opção sua, ou uma recomendação médica.

O Swásthya Yôga, utiliza em seus ensinamentos os pránáyámas – nome dos respiratórios do Yôga. E há uma variedade enorme de exercícios respiratórios a serem aprendidos e praticados pelos alunos.
Como se faz na prática?

Muitos se questionam de que forma isso é ensinado e executado em uma aula. É muito simples: o aluno pode estar sentado com a coluna na vertical, seja com as pernas cruzadas ou em alguma outra posição, ou até mesmo deitado. O instrutor começa ensinando que os respiratórios serão feitos apenas através das narinas (com a boca fechada), e a forma mais básica a ser executada é a respiração abdominal, também conhecida como diafragmática ou respiração baixa. Existem possibilidades crescentes de se trabalhar os exercícios desde sua execução correta (ao inspirar o diafragma se “abaixa”, distendendo-se, e a parede abdominal se expande, ao expirar ele se contrái, “elevando-se” e o abdome retrai-se, em curtas palavras – quando o ar entra nos pulmões, o abdome se expande para fora, e ao expirar o abdomem se retrai), depois aumenta-se a percepção da passagem do ar pelas vias respiratórias, desde as narinas até onde se possa sentir. Existem exercícios em que o aluno utilizará a contagem de ritmos respiratórios, por exemplo: conte 4 segundos para inspirar, 4 segundos para permanecer com os pulmões cheios, outros 4 segundos para expirar e por fim 4 segundos para ficar com os pulmões vazios (ritmo respiratório com proporção 1:1:1:1). A medida que o aluno avança na compreensão e execução de ritmos, poderá experimentar proporções mais adiantadas como 1:4:2:0, desde que orientadas pelo seu instrutor. Serão aprendidos respiratórios para expandir cada vez mais a região do tórax, possibilitando uma respiração mais completa (que utiliza-se da expansão do abdomem, das costelas e do peito e da retração de todos na expiração).

O aluno iniciante aprenderá e cultivará o hábito de perceber sua respiração ao longo do dia, o que sera muito importante para corrigir sua forma de respirar. Note que os ensinamentos de uma aula não se restringem ao momento dentro de sala, e quem é que não preferirá respirar melhor? O volume pulmonar de um adulto varia de 4 a 6 litros, equivalendo a quantidade de ar em uma bola de basquete. Quanto melhor for a execução da respiração melhores serão os cumprimentos de suas funções: melhor oxigenação dos tecidos e células. E você deve saber que as atividades cerebral e dos músculos necessitam de um execelente suprimento deste gás para seu mais eficiente funcionamento. Se você respira bem, pensa melhor, concentra-se mais facilmente e também terá mais destreza em sua movimentação corporal. Existem pesquisas médicas e trabalhos de fisioterapeutas e fonoaudiólogos que discorrem sobre distúrbios provenientes da respiração oral inadequada, por exemplo.

Qual a diferença entre executar um exercício de respiração e executar um respiratório do Yôga?

O instrutor não deseja apenas que o aluno passe a utilizar a mecânica correta de sua respiração. O Yôga, ensina a concentrar-se, a vivenciar a respiração e também a observar-se e a aprender a partir daí. (Swádhyáya é o termo que designa o auto-estudo).

Perceba como fica a sua respiração em um momento de extrema emoção, seja ela boa ou ruim? Certamente, ela se modifica, não continua mais como a sua respiração em repouso. Como ela se comporta em situações de elevada adrenalina (durante um esporte radical, ou em uma situação de risco envolvendo perigo). Pois bem, como o Yôga enxerga o indivíduo como um ser integral, cada forma de interação do ser humano com o seu meio implicará em interações com seu corpo físico, sua energia ou vitalidade, com suas emoções, pensamentos e attitudes. É mais fácil decidir algo importante em sua vida quando você se sente extremamente pressionado, com muitas responsabilidades sobre sua escolha? E logicamente situações desconfortáveis farão parte de nossas vidas, como já foi mencionado anteriormente, respirar melhor, implicará em uma capacidade de discernimento melhor.  Sua situação problema poderia ser decidir sobre um pedido de casamento, sobre a demissão de pessoas em uma empresa, optar por uma escola para seus filhos, sobre correr para sair de uma chuva que se inicia, e prestar atenção ao cruzar uma avenida movimentada e muito mais.

Além então de aprender a executar respiratórios para concentrar-se mais, para alcançar mais estabilidade emocional, discernimento, prolongar o funcionamento de seu aparelho respiratório por muitos anos (essa é uma das grandes vantagens do yôga, a possibilidade de aperfeiçoar-se mais com o passar dos anos e poder praticar pelo resto de sua vida), além de tudo isso, você deve estar sempre acompanhado de uma sensação de bem estar, de sentir que o que está realizando o transporta para um nível muito maior de conforto e sobriedade para interagir com pessoas, situações e tudo o mais que você chame de vida.
 
Inteligências múltiplas e Método DeRose PDF Imprimir E-mail


Por: Ricardo Souza

Num mundo repleto de curiosos, alunos, estudiosos, pesquisadores, escritores e professores a relação professor/aluno certamente continuará presente por muitos anos. Felizmente vemos a iniciativa por parte de países em tornar o acesso ao conhecimento cada vez mais facilitado, muito embora existam fontes confiáveis de ensino e outras não. Que tal dedicar um pouco de sua inteligência a um assunto que trata de múltiplas inteligências?

Inteligência tem sua origem etimológica do latim, em que: “inter = entre” e “eligere = escolher”. Para  Howard Gardner (professor em Harvard) a inteligência é a capacidade de solucionar problemas ou elaborar produtos que são importantes em um determinado ambiente ou comunidade cultural. A capacidade de resolver problemas permite às pessoas abordar situações, atingir objetivos e localizar caminhos adequados a esse objetivo.  A criação de um produto cultural torna-se crucial nessa função na medida em que captura e transmite o conhecimento ou expressa as opiniões ou sentimentos da pessoa. Os problemas a serem resolvidos são os mais diversos, indo desde uma teoria científica até uma composição poética ou musical. Gardner é conhecido mundialmente por sua teoria das múltiplas inteligências a seguir:

1. Inteligência linguística: é o tipo de capacidade exibida em sua forma mais

completa, talvez pelos poetas.

Localização: parte do cérebro chamada Centro de Broca.

2. Inteligência lógico-matemática: é a capacidade lógico-matemática, assim como a capacidade científica

Localização: Centro de Broca

3. Inteligência espacial: é a capacidade de formar um modelo mental de um mundo espacial e ser capaz de manobrar e operar utilizando esse modelo. Exemplo: Os marinheiros, engenheiros, cirurgiões, pintores, escultores.

Localização: Hemisfério direito do cérebro.

4. Inteligência musical: é a capacidade voltadoa para a música. Exemplo: Hermeto Paschoal, Mozart, etc.

Localização: hemisfério direito


5. Inteligência corporal cinestésica: capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos utilizando o corpo inteiro, ou partes do corpo. Exemplo: dançarinos, atletas, cirurgiões e artistas.

Local: A dominância desse movimento é encontrada no hemisfério esquerdo.

6. Inteligência interpessoal: capacidade de compreender outras pessoas: o que as

motiva, como elas trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas. Exemplo: vendedores, políticos, professores, clínicos (terapeutas) e líderes

religiosos bem-sucedidos.

Localização: Lobos Frontais.

7. Inteligência intrapessoal: é uma capacidade correlativa voltada para dentro. É a

capacidade de formar um modelo acurado e verídico de si mesmo e de utilizar esse modelo para operar efetivamente na vida.

Localização: lobos frontais.

 

Podemos fornecer estímulos de qualidade adequados ao desenvolvimento dessas diversas inteligências com a utilização do que compreende o Método DeRose, uma composição entre técnicas e conceitos, oriunda de tradições culturais muito antigas da Índia.

Quando mencionamos as técnicas, abordam-se gestos feitos com as mãos que simbolizam de sensações a elementos da natureza, e visam sintonizar o aluno com o conteúdo da aula que se inicia – estariam aqui compreendidas as inteligências espacial e corporal cinestésica.

A segunda parte de uma aula é constituída por cumprimentos e saudações iniciais, quando o aluno reconhece o privilégio de poder receber esse conhecimento a partir de seu instrutor e toda uma linhagem sucessória de professores que o antecederam sendo os responsáveis pela transmissão desses ensinamentos – teríamos aqui as inteligências intrapessoal, interpessoal e também a espacial.

No terceira parte da aula temos as vocalizações no idioma sânscrito, com objetivos sobre a concentração, a extroversão e em seguida sobre o aquietamento – estimulando-se as inteligências: linguística, musical, corporal cinestésica, interpessoal e intrapessoal.

Na quarta parte da aula são trabalhados os respiratórios, com ritmos para se controlar o tempo de inspiração, a pausa com ar nos pulmões, a expiração, e até momentos com os pulmões vazios (por exemplo: inspiração em 4s, retenção do ar nos pulmões por 16s, expiração em 8s), desenvolvendo-se as inteligências lógico matemática, corporal cinestésica e a intrapessoal.

A quinta parte é constituída por exercícios para massagear ou limpar os revestimentos de alguns órgãos do corpo. Podem ser utilizados exercícios dê sucção do abdome, ou técnicas para estimular os olhos, entre outros tantos, desenvolvendo-se as inteligências: corporal cinestésica e intrapessoal, além da lógico-matemática ao se utilizarem contagens numéricas.

Sexta parte da aula: técnicas orgânicas, posições feitas com o corpo que estimulam o alongamento muscular, a flexibilidade articular, a força dos músculos, estimulam a irrigação sanguínea, o equilíbrio corporal, a criatividade para elaboração de movimentos de conexão de uma posição a outra, estando em ritmos marcados por músicas, além de estimularem sempre emoções favoráveis, respirações profundas, consciência corporal e concentração, o que parecia estimular prioritariamente a inteligência corporal cinestésica, extrapola para intrapessoal, musical, linguística (pois o corpo e o rosto sempre comunicam algo), lógico matemática (pois também serão utilizados ritmos para a execução das posições).

Na sétima parte da aula, a técnica de descontração profunda que envolverá a imaginação de um local agradável para um descanso profundo (como o alto de uma montanha, ou uma praia deserta), além de se percorrer mentalmente parte por parte do corpo induzindo a cada uma delas a sensação de conforto intenso, finalizando-se com uma mentalização de algo positivo/construtivo em sua vida ou em sua saúde – inteligências trabalhadas: espacial, corporal cinestésica, intrapessoal e musical.

Na oitava e última parte da aula, técnica de concentração e meditação: adquire-se uma posição sentada, necessariamente estável e confortável. Nesse caso: inteligências, cinestésico corporal, musical, lógico matemática e intrapessoal, de acordo com cada opção de técnica escolhida.

Ao se mencionar os conceitos, como boas relações humanas (alicerçadas por um código de ética contendo: não violência, contentamento, verdade, limpeza, auto superação entre outros); boa alimentação, certamente poderão ser estimuladas inteligências interpessoais, linguísticas, pois existem escolas no Brasil, Portugal, Argentina, EUA, Espanha, Londres, e sempre ocorrem eventos nacionais e internacionais para a troca de experiências e confraternização dos amigos que crescem em torno dessa metodologia proposta por DeRose, hoje com mais de 50 anos de magistério.

É importante ressaltar que Gardner afirma que as pessoas que salvarão o planeta não serão necessariamente as mais inteligentes, e sim as mais éticas, as que realmente querem salvar o planeta não medirão esforços para tanto. Mais uma vez podemos confirmar a relevância do trabalho deste Método.

 

Conhecendo DeRose:

 

DeRose é Doutor Honoris Causa, Comendador e Notório Saber por várias entidades culturais e humanitárias, Conselheiro da Ordem dos Parlamentares do Brasil, Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História, e Conselheiro da Academia Latino-Americana de Arte. Tem quase 50 anos na profissão de educador e 24 anos de viagens à Índia, freqüentando durante essas estadas no país inúmeras escolas, mosteiros e outras entidades culturais, nas quais buscou aprimorar seu conhecimento da Filosofia Hindu.

Em 1960 DeRose começou a lecionar numa conhecida sociedade filosófica. Em 1964 fundou o Instituto Brasileiro de Yôga. Em 1969, publicou o primeiro livro (Prontuário de Yôga Antigo), que foi elogiado pelo próprio Ravi Shankar, pela Mestra Chiang Sing e por outras autoridades. Em 1975, já consagrado como um professor sincero, encontrou o apoio para fundar a União Nacional de Yôga, a primeira entidade a congregar instrutores e escolas de todas as modalidades de Yôga, sem discriminação. Foi a União Nacional de Yôga que desencadeou o movimento de união, ética e respeito mútuo entre os profissionais dessa área de ensino. Desde então, a União cresceu muito e conta hoje com centenas de escolas, praticamente no Brasil todo e instrutores na Argentina, Chile, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Itália, Havaí, Indonésia, Canadá, Estados Unidos, Austrália e outros países. Saiba mais em http://www.uni-yoga.org.br/sobre_derose.php

 

Conhecendo Howard Gardner:

Gardner é professor de Cognição e Educação na Escola de Graduação em Educação em Harvard. Ele também ocupa o cargo de professor adjunto de Psicologia na Universidade de Harvard e Diretor Senior do Projeto Zero de Harvard (http://www.pz.harvard.edu/History/History.htm) Em 2004 foi nomeado professor honorário na Universidade do Leste da China, em Shanghai. Em 2005 e em 2008 foi designado pelas revistas Foreign Policy e Prospect como um dos 100 mais influentes intelectuiais no mundo. Recebeu graus honorários de 22 faculdades e universidades incluindo instituições na Irlanda, Itália, Israel e Chile. Contrapondo-se às mensurações da testes de QI (inicialmente criado em 1905 pelo pedagogo e psicólogo francês Alfred Binet (http://redepsicologia.com/alfred-binet) e SAT (Scholastic Aptitude Test – Teste de Aptidão Escolar) que avaliam principalmente o indivíduo a partir de parâmetros linguístico e lógico-matemático,Durante os últimos 25 anos, ele e seus colegas do Projeto Zero têm trabalhado no desenvolvimento de avaliadores de base de performance, educação e conhecimento, e no uso das múltiplas inteligências para se alcançar currículos mais personalizados, instruções e determinadores de taxas. Howard e sua equipe realizaram inúmeros testes para chegar às conclusõres que deram origem ao seu livro: Frames of Mind, a Theory of Multiples Intelligences, editado em 1983, no Brasil com o título: Estrutoras da Mente, Teoria das Múltiplas Inteligências. Nele encontram-se descrições pormenorizadas das 7 seguintes inteligências: (http://eduep.uepb.edu.br/rbct/sumarios/pdf/inteligencias_multiplas.pdf ) Autor de mais de vinte livros traduzidos em 27 idiomas e além de centenas de artigos, Gardner é mais conhecido nos círculos educacionais por sua Teoria das Múltiplas Inteligências, uma crítica à noção de que haja apenas uma singular forma de inteligência humana que possa ser mensurada por instrumentos psicométricos padrões.

 
Yôga em notícia PDF Imprimir E-mail

Estamos sempre contentes com o reconhecimento que esta filosofia de mais de 5000 anos de existência possui. Tradição em concentrar-se, sentir-se mais, observar-se e aprender sobre si mesmo - alguns chamam de autoconhecimento, isto é Yõga.

11/07/2010


Fitness & Nutrição
Ioga: as raízes do autoconhecimento

Treino para o corpo e para o espírito, a prática milenar se ramifica em centenas de modalidades. A Revista simplifica a sua vida e mostra como identificar a linha mais adequada às necessidades de cada um

Por Rafael Campos

Há uma imagem clássica que surge na mente sempre que a palavra ioga é pronunciada: de olhos fechados, com um semblante de quem alcançou um novo patamar de percepção, surge um ser humano em posição de lótus, sentado com as pernas entrelaçadas sem aparente dificuldade e mãos levemente posicionadas nos joelhos. Não deixa de ser uma imagem correta, mas faz bem pouco jus a tudo que essa prática milenar pode oferecer.

A impressão equivocada é reforçada pelos milhares de anúncios de nirvanas de boutique que circulam por aí. Para evitar confusões, é útil se familiarizar com o assunto. “Toda prática de ioga busca o autoconhecimento. Antes os professores apontavam para os benefícios físicos apenas. Geralmente isso acontece, mas esse não é o objetivo”, explica o instrutor Ricardo Sousa, que leciona o hatha yoga. Apesar das centenas de estilos catalogados — Ricardo diz que existem cerca de 400 —, todos eles levam à mesma direção: equilíbrio entre corpo e mente.

Como as várias modalidades trabalham com posições idênticas, a escolha depende do que o aluno espera alcançar. “Geralmente as posições são iguais. O que vai mudar é a abordagem que cada professor dá à prática que leciona”, garante Helton Alves de Azevedo, instrutor de hatha yoga. E, é bom lembrar, cada indivíduo reage de forma diferente aos estímulos.

Os neófitos não devem se assustar com as numerosas ramificações, afinal, ioga é prática. Mas convém saber qual filosofia está na base dos exercícios. Como uma árvore, a ioga se expande a partir de quatro raízes — duas consideradas teóricas (o sámkhya e o vêdánta) e as chamadas comportamentais (o tantra e o brahmáchárya). “O aluno deve saber que a escola em que ele se matricula já detém um direcionamento a partir dessas filosofias”, esclarece Ricardo Sousa. É a mistura dessas matrizes que moldará o estilo de cada centro de estudos.

O sámkhya é naturalista, ou seja, interpreta os fenômenos da ioga como parte da natureza, sem méritos de divindades. “Como essa teoria é especulativa, muitos sentem a falta do misticismo, que existe no vêdánta, que é a raiz mais espirtualista”, diz Helton Azevedo. Essa crê no divino como explicação última do universo.

Segundo os instrutores Ricardo e Helton, são essas as duas raízes que fazem a diferença entre aulas mais focadas no esforço físico e aquelas em que a devoção é evidente. Já entre as linhas comportamentais, destaca-se o tantra. Pautado pelo matriarcalismo e pela sensorialidade, ele reserva à mulher um papel privilegiado na cadeia familiar, cultivando a sexualidade plena, sem culpa ou malícia. O brahmáchárya, seu oposto, não admite que o poder seja centrado no feminino nem aceita o prazer, a liberdade e a sexualidade como forma de iluminação.


Filosofias complementares

As chamadas raízes da ioga (que significa “poder”, em sânscrito) correspondem a verbos fundadores. Sámkhya é saber; vêdánta é crer; tantra, sentir e brahmáchárya, dominar. A ioga é puramente técnica, o veículo dessas filosofias. Assim, cada instrutor pode lançar mão de uma “qualidade” diferente de ação para direcionar os ensinamentos.

O cruzamento das raízes dá origem aos troncos: tantra-sámkhya, brahmáchárya-sámkhya, brahmáchárya-vêdánta e tantra-bêdánta. “O autoconhecimento se manifesta por meio da técnica que será empregada. Por isso, a escolha deve ser bem pensada”, adverte o instrutor Ricardo Sousa.

A partir desses troncos florescem as modalidades da ioga, cujos ramos principais são oito. Cada um enfatiza diferentes aprendizados e implica em estilos de vida para o seguidor. “O aluno deve conversar com o instrutor sobre qual objetivo pretende alcançar e, a partir daí, saber qual modalidade é melhor para ele”, explica Felipe Alves, especialista em iogaterapia.








Bem-estar sem restrições
Gustavo Moreno/CB/D.A Press
No oitavo mês de gestação, Tammy se sente em plena forma: “Estou superbem”

A ioga também é democrática e, por deter tantas ramificações, consegue atender aos iniciantes e avançados de forma satisfatória. Felipe Alves garante que é comum agregar em suas aulas praticantes que acabaram de começar com outros que já estão na ioga há muito tempo. “Tenho jovens e idosos na mesma turma e eles conseguem alcançar suas metas.”

Ele é professor de iogaterapia, que agrega conceitos filosóficos de linhas diversas, como hatha yoga e karma yoga, e diz que, apesar das técnicas, a ioga é um processo muito adaptativo, que permite a participação de pessoas com perfis físicos variados. Exemplos disso podem ser vistos às segundas, quartas e sextas-feiras, na 315 Norte, onde Felipe coordena o projeto Yoga na Quadra, que atende pessoas de todas as idades.

Aos 59 anos, Ino Pereira foi convencida pela filha a praticar ioga. “Vim por causa dela e por orientação médica. Já me sinto diferente, mais disposta e não pretendo parar.” A filha, Tammy Ottoni, 29, está no oitavo mês de gravidez e desde o quarto é praticante. “Essa é minha primeira gestação, mas, conversando com amigas que já tiveram filhos, percebo que estou superbem.” Ela diz que não sente dores, dorme bem e acredita que a elasticidade que a aula proporciona será de grande valia no momento em que Luíza vier ao mundo, pois a estudante de arquitetura quer ter um parto normal.




As modalidades principais e suas indicações

Em Brasília, é possível praticar a maioria das modalidades de ioga. O www.yogabrasilia.net é feito por intrutores que alimentam o site com a divulgação do seu trabalho e é um bom caminho para quem está procurando a forma mais indicada de ioga, inclusive com endereços dos centros. Além das modalidades listadas, há aulas direcionadas para grupos específicos, como ioga para crianças, idosos, gestantes e até mesmo a ioga laboral, promovida no ambiente de trabalho.

Ashtanga yoga
O método interliga posturas em um fluxo contínuo de movimento e respiração, que é a espinha do ashtanga yoga. Por meio do respirar, o praticante consegue interiorizar a atenção e aquieta a atividade mental, em direção a mais tranquilidade e pacifismo.

Hatha yoga
Essa modalidade é origem de muitas outras e, apesar de ter o condicionamento físico com um dos principais meios de obtenção do autoconhecimento, não se retringe a ele. A prática melhora o condicionamento, a força e a flexibilidade, além de ajudar na capacidade de concentração.

Kundalini yoga
A chamada ioga da consciência tem práticas que fortalecem, alongam e relaxam a musculatura e todo metabolismo. Ajuda no aumento da capacidade respiratória e estimula uma harmonia entre os sistemas nervoso e glandular, em sintonia com os chakras. Acredita-se que seu propósito terapêutico ajuda a curar o corpo rapidamente, ao estimular o sistema imunológico e abrir os centros que regem a mente e o espírito.

Yoga clássico
A prática se vale de uma vivência baseada em princípios de comportamento que envolvem o social, práticas de controle do corpo, energia pessoal e da mente, visando a liberdade, respeito a vida e o convívio em harmonia com tudo o que está ao redor.

Yoga pré-clássico
Baseado em estudos arcaicos da ioga, tem nos ensinamentos sensoriais tântricos a sua base. Pretende desevolver o autoconhecimento através da consciência corporal, em uma integração entre a harmonia de corpo, mente, coração e alma.

Power yoga
Ramificação do hatha yoga, mistura movimentos fortes com respiração dinâmica, combinando posições da ioga com exercícios físicos.
Os praticantes são aqueles que buscam treinos mais intensos, aumentando a força, a resistência e a flexibilidade.




O domínio da vida

A ioga estipula oito estágios para a jornada humana em direção
à paz e à comunhão com a própria essência. Saiba quais são eles:

1. Yamav
Doutrina dos cinco princípios
morais universais: ahimsa
(não-violência), satya (não mentir),
asteya (não roubar), brahmacharya (equilíbrio, comedimento e autodisciplina)
e aparigraha (desapego). Ao seguir
os mandamentos, consegue-se a
disciplina dos órgãos lomocotores, reprodutores e dos sentidos;

2. Niyama
As cinco etapas da autopurificação: saucha (purificação do corpo e da mente), santosha (contentamento), tapas (determinação), svadhyaya (autoconhecimento) e ishvarana-pranidhana (devoção);

3. Asanas
Posturas que fortalecem, trazem flexibilidade, equilíbrio e estabilidade;
4. Pranayama
Controle rítmico da respiração que fortalece a energia vital, o prana;

5. Pratiahara
Domínio dos sentidos que evita sucumbir aos desejos externos, voltando o foco para a essência;

6. Dharana
Concentração, com a mente direcionada para um único foco, caminho para o sétimo passo;

7. Dhyana
Meditação, que acalma os turbilhões da mente, elimina julgamentos, comparações e conceitos pré-estabelecidos para olhar para dentro, sem interferências externas;

8. Samadhi
União do corpo, mente e alma com o divino, com a iluminação.


Fonte: Ioga além da prática, de Ruth Barros e Mario Américo. Integrare Editora

A Revista do Jornal Correio Braziliense procurou-nos para compor parte da matéria abaixo. Para ler a matéria completa acesse o site do próprio jornal: https://www.correioweb.com.br/cbonline/revistadocorreio/sup_rvd_21.htm?

 

Driblando a genética

 

Prevenção e diagnóstico precoce. Essa é a receita para evitar cinco causas de morte instantânea, além de minimizar possíveis seqüelas

 

· Flávia Duarte » João Rafael Torres

A morte chega sem qualquer anúncio. Choca amigos e parentes que um dia estão com a pessoa querida, aparentemente saudável, e horas ou dias depois recebem a notícia de que ela se foi. As causas são diversas. A maioria das mortes repentinas é provocada por acidente vascular cerebral (AVC), infarto, embolia pulmonar, aneurisma ou morte súbita - males que, muitas vezes, chegam sem qualquer aviso.
A dica dos médicos é mudar os hábitos de vida e prevenir os fatores que aumentam as chances de ter tais problemas. O Correio entrevistou especialistas que apontaram os riscos e as formas de evitar cada uma dessas doenças. Ainda conversou com pessoas que se distanciam do grupo mais vulnerável ao adotar uma rotina saudável. Gente que segue à risca as recomendações para desarmar a silenciosa bomba-relógio que podem carregar dentro de si.

 

A nova vítima potencial

 

 

Até um passado próximo, somente os indivíduos fumantes e obesos eram vítimas potenciais de infarto. Não que esses fatores deixaram de ser avaliados. Mas, agora, no protocolo médico, outros elementos foram inseridos como fatores importantes de prevenção e diagnóstico das doenças cardiovasculares. Sérgio Timernan, cardiologista, pesquisador e diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (Incor), ressalta que o resultado dos estudos desenvolvidos nos últimos anos foram decisivos para que o estresse, índices de ácido úrico e o diabetes ocupassem com destaque a lista dos fatores de risco modificáveis para as doenças cardiovasculares. Pacientes diabéticos, por exemplo, já são vistos pela comunidade médica como um cardiopata em potencial. “A prevenção passa a ser mais agressiva, como a feita em alguém que já apresentou alguma intercorrência cardíaca”, explica.

O estresse deixou de ser interpretado como apenas um “gatilho” para desencadear o problema. Ele ganha status de elemento causador. Pesquisas do Incor/SP também averiguaram que a preocupação médica não deve se centralizar apenas no acúmulo de gordura. O índice de inflamação das artérias passa a ser interpretado como uma forma de prevenção do infarto entre as pessoas que não têm, aparentemente, um grande risco de desenvolver a doença. Por meio da medição da proteína C ultrassensível (PCR-ultrassensível), o médico é capaz de medir o nível de inflamação vascular. Outro exame importante é a medição do ácido úrico - em altos níveis indica o dobro de chances de um ataque cardíaco.

 

 

 

Mire-se no exemplo

 

 

Iano Andrade/CB/D.A Press NAIARA
Iano Andrade/CB/D.A Press
KARINA

Valério Ayres/CB/D.A Press
Valério Ayres/CB/D.A Press
MÁRCIA

Valério Ayres/CB/D.A Press
PATRÍCIA


 

 

 

Exercite-se como NAIARA

A prática de atividades físicas são a marca da estudante Naiara Barbosa, 24 anos. É, na verdade, uma herança familiar: os pais e irmãos também são adeptos ferrenhos dos exercícios. Os aeróbios, como a corrida e o spinning, são os favoritos — mas ela não descuida da musculação, para manter a firmeza das articulações. A presença de diabéticos na família a faz reforçar a prevenção. “O exercício é algo que faz bem para meu físico e para minha mente. Melhora minha imunidade e me deixa sempre bem disposta”, diz.

Previna-se como KARINA

Profissional de saúde, a dentista Karina Vieira Dornas, 31 anos, sabe bem que não há melhor remédio para qualquer doença que a prevenção. Por isso sempre fez questão de acompanhar sua saúde de perto. Aos 7 meses de gravidez, espera o terceiro filho. Não faltou a um exame sequer durante esse período, hábito que sempre teve ao longo da vida. “Quanto antes você tem consciência de um problema de saúde, mais rápido possível você pode intervir e tratá-lo”, garante. Por isso, a cada seis meses Karina faz um check-up ginecológico e a outros exames. Acompanha atentamente o nível de glicose e colesterol, e mede a pressão, já que é neta de uma hipertensa. Até a pele é fator de cuidado especial, e não só pela estética, mas pelo diagnóstico precoce de qualquer doença. “Tenho a preocupação em sempre estar bem”, garante a dentista.

Coma como MÁRCIA

A preocupação da redatora publicitária Márcia Flausino com a alimentação surgiu cedo, aos 22 anos, depois de acompanhar os problemas de hipertensão do pai. Hoje, aos 47, a escolha por pratos saudáveis já faz parte da rotina. As regras respeitam a variedade de vegetais e, no mínimo, três tipos de frutas por dia. Praticante de atividades físicas, ela costuma recorrer a uma nutricionista quando inicia uma nova modalidade. Márcia ensina: não é preciso sofrer para se alimentar bem, nem dispensar sobremesas, bebidas alcoólicas e o amado pão de queijo. “Gosto muito de comer e aprendi que posso ter de tudo na dieta, desde que respeite proporções saudáveis.”

Relaxe como PATRÍCIA

A consultora de sistemas de informática Patrícia Bezerra, 33 anos, encontrou na prática de ioga o alívio para o estresse do trabalho. Prazos apertados e manutenção minuciosa dos equipamentos elevam o nível de ansiedade. “Cheguei a adoecer por causa da tensão, até que descobri no ioga um caminho de equilíbrio e autoconhecimento”, explica. Casada e mãe de um garoto de 4 anos, ela também vê na atividade uma forma de recarregar a energia. “Sinto um efeito positivo imediato, que se reflete em minha saúde e bem-estar. Simplesmente, não fico cansada”, garante.

Agradecimentos: Companhia Athletica, A! Body Tech, Yôga Sudoeste

Editor: Cristine Gentil // Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Subeditor: Alexandre Botão // Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Sibele Negromonte// Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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Tel: 3214-1138

 

 
O Caminho das Índias PDF Imprimir E-mail

Você sabia que a equipe da Rede Globo difundiu vídeos dos atores - Márcio Garcia e Juliana Paes - praticando Yôga antes mesmo da novela começar? A produção da novela foi procurar no Rio de Janeiro, professores de Yôga que pudessem treinar os atores, pois queriam que os mesmos executassem técnicas impactantes. Pesquisaram lá pelo Rio e selecionaram instrutores de Swásthya para coordenar o treinamento.

Veja o resultado: Márcio Garcia

 

 

Veja o resultado: Juliana Paes



O Pessoal da Globo nos escolheu e comentou,: ”É, Yôga é com vocês mesmo!”. O Personagem, chamado Bahuan executou suas técnicas na novela também:

 

 


E se você se impressionou com a qualidade do desempenho dos atores, acompanhe o making off e descubra os segredos da tecnologia:

 

 

Equipe Uni-Yôga Sudoeste.

 


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